terça-feira, 6 de outubro de 2009

Marco referencial do trabalho sobre o DA pedido pela UniSantos

1. Marco Histórico:

Principais carências:

  • Muitas ruas não têm asfalto, falta saneamento básico na maior parte do município, há muitas crianças sem escola e creches.
  • Também percebe-se a existência de muitas crianças desnutridas.
  • Espera-se um inchaço populacional, com a chegada do pólo petroquímico

Causas:

  • O poder público, durante muito tempo, foi ausente da cidade.
  • Muitos políticos preocupam-se apenas com sua própria independência financeira.
  • O povo acomodou-se ou é cúmplice, quando troca favores por votos.

Possibilidades de intervenção:

  • A Igreja poderá intervir com a Pastoral da Criança, reforço escolar e pré-vestibular comunitário, incentivo á participação em associação de moradores.
  • Penso que também podem ser oferecidas palestras na área da saúde em geral e, da mulher, em especial.

2. Marco Doutrinal:


“Estruturas ultrapassadas que já não favorecem a transmissão da fé".

Vemos, em nossa paróquia, algumas destas estruturas:
1. Tudo é centralizado no padre
2. Em muitos setores do território paroquial não há nenhuma presença da Igreja. A maior parte da vida paroquial acontece na matriz
3. As pastorais sociais ainda são assistencialistas.
4. Alguns movimentos não se renovam, inclusive nas coordenações, já de longa duração.

O DA propõe uma maior participação na coordenação das Paróquias. Uma das instâncias para isso é a criação do Conselho de Pastoral, que, embora juridicamente seja apenas consultivo, mas pode ter uma maior força decisória na vida paroquial, pois expressa a vida e o pensar dos paroquianos. Isto também ajudaria a descentralizar o “governo” paroquial e inclusive daria maior força ás propostas, visto que estas foram debatidas com a comunidade, através dos representantes que ela mesma elegeria para compor o conselho. O mesmo de diga e se faça com relação ao Conselho Econômico.

A fim de se fazer com que a presença da Igreja chegue a todos os recantos do território paroquial, torna-se urgente descentralizar as atividades da matriz, transferindo muita coisa para as comunidades já existentes e proporcionando o surgimento de novas comunidades. Isto pode ser feito aproveitando o recente recenseamento feito durante a semana da Missão Jovem (missão popular feita pelos jovens nas férias de janeiro de 2006). Uma das maneiras de se iniciar tais novas comunidades é através da visita da imagem de Nossa Senhora nas casas e também dos círculos bíblicos. Posteriormente se pensaria na construção de capelas. Também será muito útil nesta fase a melhor capacitação de ministros que ofereçam a celebração da Palavra aos domingos, com a possibilidade de se distribuir a Eucaristia, centro e ápice da vida da comunidade. Assim a paróquia se converterá, gradativamente, em uma rede de comunidades.

Com relação ao assistencialismo, que pode gerar dependência e acomodação, as pastorais sociais devem caminhar na direção da promoção humana, oferecendo aos seus assistidos a possibilidade de “caminhar com as próprias pernas”. Isto pode ser alcançado, para a maioria dos assistidos, com a capacitação profissional, através de cursos variados (teóricos e práticos), a começar pela alfabetização daqueles que ainda estão iletrados. Claro que é um passo exigente, que muitas vezes encontra resistência, mas é o caminho certo a seguir, a fim de promover a pessoa, resgatando-lhe sua dignidade.

Por último, quanto ás coordenações “enraizadas no cargo”, talvez seja preciso um “choque”, pois um grupo que não se renova, que não deixa entrar “sangue novo”, gangrena e apodrece. Seria necessário que o pároco, com o apoio e respaldo do Conselho paroquial, estabelecesse um limite máximo de tempo para cada coordenação, forçando a substituição de quem “criou raízes” no cargo.

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